terça-feira, 13 de novembro de 2018

OSSOS DO OFÍCIO #2 - A MORTE DA INOCÊNCIA

CRÔNICAS DO AMARGO MUNDO DO TRABALHO


Hoje eu vou contar para vocês a respeito de uma das primeiras pedradas profissionais que eu tomei na vida, e que me fez começar a enxergar a realidade e principalmente enxergar toda a podridão que rege o mundo dos adultos e do trabalho.

Quando eu arranjei meu primeiro emprego, de auxiliar de auxiliar de auxiliar numa empresa na cidade onde moro, de segunda a sábado tendo apenas o domingo para descanso, fiquei obviamente muito feliz, pois a partir dali teria meu dinheirinho! O salário na época, em 2008 era de uns 800 e poucos reais e lembro que o primeiro adiantamento que peguei não chegou nem em casa uahauhaa, fui direto do trabalho pra uma loja de instrumentos e comprei uma guitarra! Mas como não poderia deixar de ser não aprendi a tocar direito essa merda até hoje...

Enfim, voltando ao assunto, o caso foi o seguinte: Nesta empresa a maioria dos funcionários era formada por uma molecada nova assim como eu, afinal de contas é uma maneira que algumas empresas utilizam para ter mão de obra barata e gente bem disposta a trabalhar sonhando com aumentos e promoções que nunca chegarão...


CORÉIA, O TIOZÃO GARBOSO!

Porém, é lógico que entre a molecada existiam alguns caras mais velhos e experientes que conduziam o trabalho e ensinavam os novatos. Entre este pessoal mais velho existia uma cara muito gente boa, um operador de máquinas... pra falar a verdade não me recordo do seu nome real, mas do apelido sim, ele era conhecido como Coréia, sim isso mesmo, por ter traços asiáticos meteram um apelido no cara. Coréia, novamente, devo dizer, era um coroa muito gente fina, trabalhava muito bem, tratava todo mundo muito bem e era um exímio contador de causos, dentre estes causos, como não podia deixar de ser, alguns tratavam de suas estripulias sexuais fora do casamento, afinal Coréia era um tiozão, porém um tiozão com aparência jovial e, devo admitir, muito bem apessoado, pois além de estar em forma por ser praticante de futebol também tinha todo um jeito de "Cafa Light" se é que vocês me entendem.

Acontece que nesta empresa também haviam 2 mulheres encarregadas da limpeza geral, tanto dos setores, quanto dos banheiros, refeitório e etc. Uma delas, a mais velha se chamava Márcia, uma tiazinha bacana, trabalhadora, mas também bastante fofoqueira que saia pela fabrica limpando e fazendo a chamada "Rádio Peão" que, para quem não sabe, é o famoso leva e trás de fofocas pela empresa uahuahauh! Todo mundo lá ficava sabendo de tudo que acontecia na vida de todo mundo, seja profissionalmente ou não, pois Márcia passava, jogava um papo fora, descobria as coisas e saia contando... nunca era nada demais, nada grave, mas muitas coisas eram motivos de risadas pelos cantos... 

Já a outra funcionária da limpeza se chamava Rosa, que era uma mulher um pouco mais nova, devia ter seus 30 anos, de aparência pacata e sem muitos atrativos físicos visíveis apesar de não ser feia, casada, com 2 filhas pequenas, e muito gente boa também, trabalhadora, e que tinha umas estórias engraçadas, como da vez que chegou no trabalho toda ralada, e quando questionada disse que o marido dela tinha trazido ela para o serviço de manhã, mas por estar com muito sono ela não fechou a porta do carro direito e nem colocou o cinto de segurança, veio dormindo no caminho e em uma das curvas a porta abriu e ela dormindo FOI LANÇADA PARA FORA DO CARRO E CAIU NA RUA UAHAUHAU!!! 
Eu sempre a tive como uma pessoa tranquila até mesmo bem inocente, pois batiamos muitos papos e muitas vezes ela nem entendia as zoeiras do pessoal, porém este foi meu erro... julgar rápido demais.

Acontece que Rosa tendo amizade com todo mundo também tinha amizade com o tiozinho Coréia. Ele sempre brincava com ela, assim como brincava com todos, e como a maquina em que ele trabalhava ficava perto da entrada ele sempre dava bom dia pra ela quando ela chegava, sendo que um desses dias eu estava perto e vi quando ele falou "Bom dia, Rosa!" e logo em seguida "Eu sei a cor viu!" e ela riu sem jeito e disse "Você, hein Coréia!" e passou... eu fiquei sem entender porra nenhuma, mas beleza... até que muito tempo depois isso aconteceu novamente e eu finalmente entendi... as vezes por ela estar meio arqueada por carregar uma bolsa meio pesada com suas coisas, era possível ver, por uma pequena brecha que surgia entre sua camiseta e sua calca, um pedacinho de pano de sua calcinha em sua cintura, e era a isso que ao que o Coréia estava se referindo quando disse "Eu sei a cor!". Até aí beleza, nada demais pensei eu, ele só está zoando ela por um pedacinho da calcinha dela estar aparecendo.

Rosa, como já citei tinha duas filhas novas, e todo dia ligava de seu celular pra elas para ver se estava tudo bem. Porém algumas vezes seus créditos acabavam e ela recorria a pegar o celular de alguém que tivesse promoção para a mesma operadora das filhas dela para poder ligar, e algumas vezes era Coréia que emprestava o celular dele para ela. Até aí tudo bem também.

Porém, este pequeno laço de amizade e camaradagem foi a porta por onde recebi minha primeira lição como adulto, que foi aprender a não julgar as pessoas por aquilo que elas aparentam e sim por suas ações.

Acontece que, assim como também já citei, Rosa era casa e aparentemente seu marido a meteu um chifre... na época percebi que ela andava meio cabisbaixa, calada, mas sem entender o motivo achei que fosse coisa normal dela. Eis que algum tempo depois, almoçando num restaurante com um amigo ele me contou algo que havia acontecido, sem revelar as fontes, mas ligando algumas outras coisas que eu tinha percebido comprovei a veracidade. Numa dessas vezes em que os créditos de Rosa acabaram, ela pegou novamente o celular de Coréia para fazer suas ligações para as filhas, mas as ligações costumavam ser rápidas e neste dia em questão, foram um pouco mais demoradas, ela foi usar o celular no banheiro... ao retornar com o celular, Rosa entregou ao Coréia, agradeceu e disse algo como "Tem uma surpresa pra você...", virou as costas e saiu... 


ROSA ANTES E DEPOIS DO CHIFRE

Coréia ficou sem entender e voltou a trabalhar, até que de repente teve um estalo e compreendeu. Correu ao banheiro, pegou o celular do bolso, ligou, foi até a galeria de fotos e tchãrannnn!!! Lá estavam varias e varias fotos de Rosa, tirando a roupa, de langerie, tirando a langerie, peladona, e por fim CLOSES ANAIS E VAGINAIS que ela tinha tirado lá no banheiro auhauahuahau... Essa era a surpresa. Rosa, provavelmente com raiva do marido e já sabendo que com Coréia, o tiozão atlético, já tinha uma porta aberta caso desejasse, resolveu liberar seu lado, digamos... libertino.

Um fenômeno interessante a se destacar aqui é o quanto uma mulher de aparência mediana, as vezes até feinha, se torna hiper-valorizada quando se encontra num ambiente formado por uma maioria esmagadora de homens. Toda empresa é assim, mulheres nota 5 pra baixo são tratadas como nota 9/10 pelos peões desdentados babões... E isso já começa desde cedo, pois lembro que na época do curso técnico em mecânica, umas 2 ou 3 garotas numa turma de 40 machos eram tratadas como deusas quando na verdade não passavam de galinhas ainda sem penas.

Voltando ao caso, claro que pouco tempo após isso a empresa inteira já estava sabendo né! Coréia contou pra alguém, que contou pra alguém que contou pra Márcia (a rádio peão, lembra) que fez a coisa se espalhar em progressão geométrica. Se Coréia sentou a manjuba em Rosa? Muito provavelmente, pois ele não era de deixar passar cavalo selado, muito menos uma égua no cio como Rosa, sedenta por vingança sexual, mas a respeito disso não tive confirmações.

Quando fiquei sabendo disso, algo dentro de mim se quebrou, mas isso foi bom. Eu era apenas um moleque sem experiência de vida nenhuma, mas que estava começando a aprender. Foi como se, de alguma maneira eu tivesse finalmente descoberto como as pessoas podem ser por baixo da máscara que usam por aí. Foi por isso que fiquei estarrecido e até hoje não confio mais nem sequer na minha própria sombra uhauahauh! 

Me lembro que as únicas coisas que passavam na minha cabeça no momento em que soube deste caso eram as palavras "Casada", "Filhas", e "Safada" uahuahuahuh!
Emfim, este foi apenas um dos muitos causos que ainda irei contar a vocês a respeito daquilo que gosto de chamar de "Putarias Trabalhísticas" que ocorrem em ambientes de trabalho. E você aí, tem algum caso deste tipo pra contar? Mande aí nos comentários! 

Abraço!


(*O Relatório de Desenvolvimento sai no sábado provavelmente)
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Sem mais, por enquanto
De seu Lorde e Senhor

Tirano

23 comentários:

  1. Quem ta de fora pensa, a la o fodao q come as novinha do trabalho. Mas ao menos pra mim não é bem assim.

    Sempre tive como princípio, não me relacionar com colega de trabalho, e isso foi fácil enquanto eu não tinha nenhum destaque, porém ha mais ou menos um ano entrei em um órgão publico com um cargo de certo destaque. Logo nos primeiro meses uma estagiária me add no face, e já fui logo pra cima, peguei mas acabei não comendo por falta de XP. Nisso já começou o inferno, pois ver ela todos os dias acabava estragando minha rotina, eu acaba regurgitando isso na minha mente. Pro meu alívio entrou outra estagiária e me add no insta passados alguns dias no setor, alívio por tirar o foco da outra. Porém com essa foi pior. Acabei mantendo um relacionamento mais sério com ela por uns 2 meses, e ela fazia questão que todos soubessem, ao contrário da outra q poucos até hj sabem. Mas como vivemos em epoca de relacionamentos líquidos, a coisa não durou mt, e hj em dia sou obrigado a conviver com as duas e ficar remoendo isso na minha cabeça. Ainda bem q as duas são equilibradas, pq tem mulheres loucas q resolvem tornar a vida do cara um inferno no trabalho, e são 8 horas por dia, 40 por semana.

    A minha dica é, se vc for mega desapegado, e souber q a mulher não é uma lunática e tb está pela curtição sem coisa séria, até vale a pena, mas em 90% pode dar merda.

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    1. Tenho um outro caso que vou contar mais pra frente cai como uma luva nisso que você citou. O cara inventou de namorar uma menina do trabalho e passou grandes vergonhas e constrangimentos no trabalho...

      Abraço!

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    2. Anônimo

      Aprendi um ditado que carrego pra vida.

      Aonde se ganha o pão não se come a carne.

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  2. Eu acho que você só tá impressionado porque as pessoas transam. Convivo em ambiente universitário e as conversas de putaria em grupos de patricinhas são banais do cotidiano.

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    1. Neste caso em específico, na época, o impacto foi o de perceber o que rola em um lugar em que, em teoria, as pessoas deveriam ir pra trabalhar, e não pra se comer kkkk
      Que o ser humano é um lixo eu já fazia ideia, apenas nunca tinha presenciado. Eu sempre soube q as pessoas transam, só não sabia nessa época que traição rolava solta assim em empresas onde as pessoas tem que conviver diariamente.

      Abraço!

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  3. O ambiente de trabalho, principalmente a indústria onde os homens costumam ser a grande maioria, é muito bom para observar a Real na prática. Manginismo, hipergamia, infidelidade, são recorrentes. Também fiz curso técnico em mecânica e sei como mulheres medianas são tratadas como se fossem uma HB'10.

    Parabéns pelo ótimo blog Tyrant.
    Abraço.

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    1. Tem tantos casos deste tipo pra conta... não só os que presenciei mas também os que colegas que trabalham em outros ramos também me contaram... dá até nojo do ser humano e vontade de não se relacionar mais com ninguém... Imagina como se sentiriam as filhas dessa mulher deste caso que contei se soubessem o que a mãe faz no trabalho? Imagina se fosse minha mãe, ou a sua? E pode até ser mesmo, mas nunca ficaremos sabendo! É repugnante e desolador...

      Abraço!

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  4. Obrigado pelo post Tirano! Gosto fo seu blog, e e me identifico muito com você.

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  5. Fala Tirano! Realmente ambiente de trabalho tem dessas, se esse tipo de coisa acontecesse com um beta é capaz dele se foder brutalmente. Um abraço!

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    1. Fala Paul!

      Mas por outro lado, se o betinha observar bem e aprender, pode tirar grandes lições!

      Abraço!

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  6. Esse tipo de "redpill" é boa pra moleque novato. Acompanhei de perto alguns casos que me alertaram também.
    Bom post!

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    1. Se tiver como volte aqui e nos conte esses casos quando tiver tempo!

      Abraço!

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  7. Já trabalhei em bancos, indústria, empresa na area da saúde e em todas elas a putaria come solta, principalmente entre casados e casadas... é vida, é a Real !!

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  8. Oi Tirano, post excelente como sempre.
    O Gerson escreveu um post interessante sobre uma putaria que rolou no trabalho dele tempos atrás.

    Tenho uma história que se encaixa no que você citou, sobre a inocência que temos quando mais jovens.
    Quando tinha 19 anos fui trabalhar em uma grande loja agropecuária em minha cidade (moro no interior de SP, em uma cidade de 50k habitantes e que a maioria das atividades são relacionadas à agricultura). Tinha uma funcionária que era faxineira/copeira. Ela tinha uns 40 anos (nota 4/10), era muito extrovertida, e até onde eu sabia, muito respeitada por todos. Tinha uma história de vida sofrida, era casada e tinha uma filha.

    Certa vez, em um evento promovido pela empresa (feira agropecuária), eu estava indo para o estacionamento pegar meu carro para ir embora (por volta de meia noite), quando o gerente da minha loja me chamou de canto e falou: "Seguinte, a Fulana está no armazém e vai liberar geral pra nois, bora!?". Fiquei sem acreditar no que estava ouvindo e segui o gerente. Quando chego lá, ela estava com a calça no joelho e o Eng. Agrônomo Chefe mandando brasa na faxineira. Fiquei em choque. O gerente já foi tirando a calça e fazendo a faxineira "escovar os dentes"... Comecei a tremer de nervoso, simplesmente dei meia volta e sai correndo. Entrei no carro e fui pra casa.
    Aquele dia não consegui dormir, só pensava no marido e na filha da faxineira.... Ficava pensando, o que seria daquela família!? Será que ela tava bêbada!? Fiquei mal mesmo.

    No outro dia, cheguei pra trabalhar TODO MUNDO começou a me zoar falando que eu pipoquei! Que eu era frouxo, e blablabla. A Faxineira ainda teve a coragem de olhar pra minha cara e falar: “-Não quis participar da festinha? ”.
    Tempos depois fui saber que ela sempre foi desse jeito, eu que não percebi. Pior que o marido dela sabia das puladas de cerca e não tava nem aí.

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    1. CA-RA-LHOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!

      AUHAUAHUAHUAHAUHAUHAUHAUAHUAHUAH!!!

      CARA PR FAVOR, SE VC TIVER MAIS CASOS DESSE VOLTE AQUI E NOS CONTE AUHAUHAU!

      Abraço!

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  9. Oi Tirano,

    História que me marcou foi somente essa mesmo. Marcou porque eu era novo e meio inocente pra certas coisas, e acabou me chocando.

    A outra putaria que presenciei nesse emprego, foi quando esse mesmo gerente traçou uma das meninas do caixa no estoque da loja (no horário de almoço), eu atendendo o balcão ele "trabalhando". Essa menina também era bem rodada, uma loira gordaça horrenda, mas pelo menos essa era solteira. Mas o gerente era bem "porra louca", tinha uns 35 anos na época e já era divorciado. Ele vivia em função de comer mulher, só falava de festas e putarias, todo o dinheiro que ele ganhava ele usava pra trocar de carro pra impressionar vileiras.

    Abraço!

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  10. cara não sei como vim parar aqui mas só li verdades,no meu primeiro emprego me chamavam de alemão , porém no meu setor eu era o alemão da tarde e tinha o alemão da manhã, até ai blz tudo estaria certo se o alemão da manhã não estivesse dando em cima de uma menina que por acaso o namorado dela tbn trabalhava na mesma empresa porém em outro setor,o cara ameaçou me bater disse que ia fazer isso e aquilo, enfim foi tenso e o pior eu não tinha nada a ver com a história e quase apanhei de graça, primeira lição de adulto que aprendi foi a não se relacionar com mulheres no ambiente de trabalho, existem muitas, por aí não vale a pena.

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    1. "Onde se ganha o pão não se come a carne."

      Eis ai um ditado a nunca ser esquecido!

      Abraço!

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  11. Padrão demais seu Blog irmão! Segue a pegada do finado Pobretão,só que totalmente sóbrio e sem coitadismos e demais viadagens que o destruíram. Parabéns!

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